Toda frase acaba num riso de autoironia. Clarícifer 66.6 FM Tornado (live) by Jónsi Sinking Friendships (live) by Jónsi Go Do (live) by Jónsi O Amanhã Colorido (ao vivo) por Pouca Vogal When I Grow Up (To Be A Man) by The Beach Boys The Frog Prince by Keane On Melancholy Hill by Gorillaz I’m Outta Time by Oasis Paciência por Lenine Codex by Radiohead Lover’s Spit by Broken Social Scene Leave by R.E.M. Down By The Water by PJ Harvey A Dança por Legião Urbana Plug In Baby by Muse While My Guitar Gently Weeps by The Beatles I’m The Highway by Audioslave Inside Job by Pearl Jam A Seta E O Alvo por Paulinho Moska The Limit To Your Love by Feist Don’t Be Shy by Yusuf Islam (Cat Stevens) Atoms For Peace by Thom Yorke Tudo Vai Ficar Bem por Pato Fu & Andrea Echeverri La Vida Tómbola por Manu Chao El Derecho Al Delirio por Eduardo Galeano O Mundo por Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Lenine & Chico César Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) por O Rappa A Violência Travestida Faz Seu Trottoir por Engenheiros do Hawaii Alucinação (Belchior cover) por Engenheiros do Hawaii The Fixer by Pearl Jam Love, Reign O’er Me by The Who Politik by Coldplay To Build A Home by The Cinematic Orchestra Minha Casa por Zeca Baleiro 6 Minutos por Otto Senhas por Adriana Calcanhotto Poema Em Linha Reta de Álvaro De Campos (Fernando Pessoa) por Paulo Autran Lost For Words by Pink Floyd Fearless by Pink Floyd True Love Will Find You In The End by Daniel Johnston Passerà (Aleandro Baldi cover) por Renato Russo If There Is A God by The Smashing Pumpkins Se Eu Quiser Falar Com Deus (ao vivo) por Elis Regina De Onde Vem A Calma por Los Hermanos The Quiet Ones by Oasis Senza Parole por Vasco Rossi Nightswimming by R.E.M. No Name #3 by Elliott Smith From The Morning by Nick Drake

Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual...


"É certo que sou uma selva e uma noite de escuras árvores; mas aquele que não temer a minha obscuridade encontrará sob os meus ciprestes sendas de rosas"
Nietzsche




Um cão anda em círculos atrás do próprio rabo

As boas novas eram só boatos?

Humores




Nem tudo está perdido. Nem sinal de pedra no peito. O horóscopo do jornal arriscou 'um belo dia'. Liguei o rádio na hora certa: era a canção que eu queria.


e-Stória


Estou ligado a cabo a tudo que acaba de acontecer...


Somos quem podemos ser

Meu perfil



Se eu fosse diferente... sabe lá como eu seria!


Dom Quixote



Muito prazer, ao seu dispor se for por amor às causas perdidas...


Em linhas tortas

top 5

Toda frase acaba num riso de autoironia.


Sopa de letrinhas

Si linguis hominum loquar
livros

Eles odeiam Albert Camus, eles só querem ler gibi...


Filmes de guerra, canções de amor





Se alguém, seja lá quem for, tiver que morrer, na guerra ou no amor, não me peça pra entender... não me peça pra escolher entre o fio ciumento da navalha e o frio de um campo de batalha...


Beijos pra torcida

Fãs de Alex

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione: uma garota, um bom combate, um gol aos 46!


Longe demais das capitais

Sobre Intermares

Nossa cidade é tão pequena e tão ingênua, tão distante do horizonte do país.


Todo mundo é uma ilha

Amigos



Não interessa o que diz o ditado, não interessa o que o Estado diz; nós falamos outra língua, moramos em outro país.


Déjà vu nunca visto

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O futuro se impõe, o passado não se aguenta...


E eu, o que faço com esses números?



Você é
1/
da humanidade.

Sondas e radares não captarão, revisores ortográficos também não.








"A gente se desfaz de uma neurose, mas não se cura de si próprio"
Sartre

Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior.

 






lunedì, novembre 26, 2012
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse" Virginia Woolf


Agora é bola pra frente, agora é bola no chão

Sabem do que mais sinto saudades, não importam o tempo que passe nem as benesses que as mudanças trouxeram? Daquela bola pequenininha e pesada de um futsal de outrora. Quem já me viu jogar sabe o quanto gosto de executar enfiadas cavadinhas, lançamentos longos em arco e gols por cobertura. Aquela bola não permitia muito disso tudo, era difícil fazê-la subir. Ainda assim havia uma magia diferente, algo que parecia exclusivo do futebol de salão. Aquela pequena esfera de "chumbo" parecia encaixar perfeitamente na parte interna do pé. Como era gostoso dominá-la e fazê-la deslizar pelo chão duro e liso, fosse conduzindo, fosse em pequenas tabelas ou em enfiadas longas rasteiras. Claro que as bolas atuais ainda permitem jogadas rentes ao piso, mas quem consegue resistir às possibilidades aerodinâmicas de levantar voo? Aquele velho futsal exigia pés no chão, contrariando o ímpeto humano de flutuar.

Outra mudança que peguei, com seus ônus e bônus, foi a permissão da bola do goleiro atravessar a linha central que divide a quadra. As novas possibilidades de lançamentos e o advento do goleiro-linha deram mais dinâmica e emoção ao esporte, tornaram-no mais atrativo ao público e às transmissões televisivas. O que lamento, no entanto, foi a extinção de treinos de saída de bola clássicos: abrindo nas duas alas, a movimentação de todos os demais para receber, rodar a bola, tirá-la do campo defensivo sem correr grandes riscos. O futsal anterior à tal mudança era mais amarrado, tático e entediante, contrariando o ímpeto humano de improvisar além das normas.

Claro que atualmente, sob a tutela da FlFA, o futsal ganhou mais visibilidade e a possibilidade de se incluir como esporte olímpico. Sei que a entidade planeja outras mudanças - talvez algumas já tenham sido feitas e deixei passar batido -, que podem trazer ainda mais emoção à modalidade. Desconheço o teor das mesmas, portanto não posso comentá-las. Não sei, no entanto, se os cartolas engravatados conseguirão realmente o gerir sem ferir suas idiossincrasias maravilhosas, sem o transformar numa mera versão do futebol em piso duro (talvez não à toa o futsal tenha chegado à Itália já denominado de "calcio a cinque", o que significa "futebol de cinco"). Enfim, não estou bem informada para tecer juízos de valor, logo apenas conjecturo.

Meus melhores momentos (emotivamente falando) no futsal foram durante a pré-adolescência e o início da puberdade. "Minha geração", tanto na seleção da escola quanto de colegas de classe, foi sui generis, digamos. Na seleção, tínhamos bons valores individuais, porém o treinador era demasiadamente relapso. Não via que treinava "meninas sapiens sapiens", achava que éramos macacos não-adestrados. Lembro-me de, certa vez, na kombi velha* (já existiam vans modernas, mas eles preferiam transportes mais "clássicos") que nos levava às outras escolas, conversar despretensiosamente sobre posicionamento. A ala direita e eu éramos remanescentes do ano anterior, quando atuávamos tanto na seleção de uma categoria mais nova quanto na mais velha, à qual ascendemos em definitivo naquele ano em questão. A menina que, naquela "nova" temporada, ocupava a posição de fixo, embora não soubesse o nome dado à mesma, parecia insatisfeita com seu posicionamento "atrás". Comentei que preferia atuar como fixo, minha posição do ano anterior, a jogar como pivô, aonde fui deslocada pelo treinador devido às minhas facilidades de proteger a bola, escorar e girar. De toda forma, foi apenas uma conversa sem a presença do treinador que, quando aparecia aos jogos, chegava por seus próprios meios e não dava qualquer orientação inicial. Começado o jogo, lá estava a "fixa" enfiada na área do outro time, à Romário em fim de carreira. Nosso técnico, surpreendentemente acordando para a realidade, pediu tempo nos primeiros instantes e perguntou por que sua macaquinha (sem qualquer conotação pejorativa, todas nós éramos macaquinhas aos olhos dele) estava mais desorientada do que o normal. Ela respondeu: "nós combinamos de trocar, eu ia pra frente e a Clarice ficava atrás". Opa! Expliquei que não tinha acordado coisa alguma, só estava falando da minha preferência. Sim, ele treinou a seleção feminina por anos e as meninas ainda tinham o velho vício de equiparar ao campo, com a noção de "ficar atrás ou adiantada". Em futsal não existe banheira e todos precisam marcar, seja fixo ou pivô. Ela não era obrigada a saber; uma ou outra, como eu, tinha um pouco mais de noção por interesse "extra-treinamento". Mas o professor conseguiu nos "ensinar" por anos sem mencionar as palavras "fixo", "ala" e "pivô". Eu, particularmente, sempre preferi ser fixo por gostar de jogar de frente pro gol, de enxergar toda a disposição e de orientar. Depois do causo narrado, não é preciso dizer que raramente ganhávamos partidas intercolegiais. Não importava se nossas titulares massacravam as reservas nos coletivos, que na verdade eram peladas de alto nível. Qualquer time que tivesse qualquer tática, mesmo que fosse só fazer corta-luz, colocava-nos no bolso.

Pelos torneios interclasses, nos quais pagávamos uma taxa para simplesmente participar*, eu tomava as rédeas dos times, o que talvez permitisse que fôssemos mais organizadas do que a seleção. Porém o mais divertido era o nosso cotidiano "de treinamentos". Jogávamos travinha com tampinha, garrafinha seca ou latinha de refrigerante amassada. Quando conseguíamos bola, ainda assim dividíamos território com outros dez "rachinhas" simultâneos, fosse de "futsal", basquete ou até rodinhas de vôlei. O importante era saber quem participava do seu racha e onde eram os gols. Nalgum ano, acho que na 6ª série, havia mais meninas do que meninos que jogavam futsal na Educação Física. Muitas vezes eu chegava a completar o coletivo dos meninos. O que, no entanto, marcou aquela geração foi quase uma revo1ução femiηistα. Nenhuma série acima ou abaixo fez, antes ou depois, o que fizemos: reivindicamos a quadra principal, que era exclusiva dos meninos de cada série num determinado dia da semana. Pleiteamos que nós também pudéssemos jogar. Virou guerra. Os meninos passaram a ter a quadra principal por apenas duas vezes ao mês, enquanto os mais novos e os mais velhos tinham-na semanalmente. Não raro, corríamos ensandecidos, meninos e meninas, assim que a sirene tocava para o recreio e entrávamos em confronto verbal: "foram vocês que jogaram na semana passada"! Quando a coordenadora, coitada, não conseguia intermediar um acordo, víamos que o tempo do recreio escoava e acabávamos formando times mistos, o que traria mais confusão para a semana seguinte. Bem, se nossas antepassadas queimaram sutiãs, conseguiram o direito de votar e entrar com pedido de divórcio, nós fomos as primeiras e as últimas a jogar na quadra principal, por duas vezes ao mês, durante os recreios. Isso durou anos até que eu mudasse de sede no meio de um semestre - e deve ter perdurado ao menos até o fim daquele ano.

Na outra sede, devido aos problemas do joelho, só joguei um interclasse. Foi emocionante. Eu não tinha a menor empatia com minhas colegas, muito menos a simpatia da parte delas. Como, pra variar, ninguém queria jogar como goleira, tentaram inscrever outra menina disposta a tal no meu lugar, alegando que eu tinha problemas no joelho, todavia omitindo que eu não sabia de tal troca. Por sorte, uma amiga barbie, que não jogava, era próxima às "donas" do meu time e repassou a informação às únicas duas "aliadas" minhas do "elenco", que não deixaram que a permuta acontecesse. É divertido contar depois de tanto tempo, mas foi melodramático à época. Quando soube, chorei no colo de uma das minhas "aliadas". Dizia que deixassem trocar, que eu ia desistir. Foi então que tive uma das grandes provas de lealdade da vida, dessas que não acontecem muito no nosso "mundinho adulto". Minha amiga disse que não me deixaria desistir e que eu ia jogar tudo que podia, com o joelho bom, ruim ou mais ou menos. A partir daquele momento, as duas aliadas e meu irmão juntaram-se ao meu front da "guerra à patela instável". Nós aquecíamos e alongávamos à parte enquanto as "peladeiras" posavam de Roηaldiηho Gaúcho tocando pandeiro nos bastidores do penta. Já meu irmão fazia uma massagem nos músculos da minha perna e ficava ao lado da quadra, como um amuleto. Na partida subsequente ao imbróglio, a semifinal, minhas "companheiras de equipe" meteram 8 nas adversárias, que jogavam de shorts jeans. Fiquei resguardada, lá atrás, só fazendo a bola rodar. A final, contra um time mais tarimbado, demandou mais da minha habilidade e do meu senso de organização. Dei a resposta, na bola, de cabeça erguida, comunicando-me apenas para passar orientações. Perdemos, pois a mentalidade de "craque na banheira", o que não existe no futsal, fez com que nosso time só tivesse outra, eu e eventualmente uma terceira para marcar. Apesar da derrota, fui cumprimentada por todas as adversárias, efetivada no misto de futebol de areia que viria a ser campeão e convidada por um olheiro para a seleção de lá. Talvez tenha sido uma das várias grandes lições que obtive no esporte. Se Camus aprendeu, como goleiro, "que a bola nunca vem pra gente por onde se espera que venha" e isso o ajudou muito na vida, "principalmente nas grandes cidades, onde as pessoas não costumam ser aquilo que a gente acha"; aprendi que posso chorar o que tiver que chorar, titubear se sigo ou não, porém minha resposta deve sempre seguir a premissa de reerguer a cabeça, não entrar em bate-boca e responder na bola.

Nestas novas Eras, muitas vezes tive que recrutar todo tipo de gente pra organizar um "rachinha" completo de futsal. Algumas são mais ingênuas, que não me irritam de modo algum, perguntando se serão "zagueiras ou atacantes". Na hora, improviso uma noção de posicionamento possível, porém sempre lembrando que marque a "zagueira" ou a "atacante" alheia. Outras são mais insuportáveis, que se acham o Edmuηdo driblando o Goηçalves na lateral ou o Deηilsoη contra os turcos. Dribles e jogadas individuais podem decidir uma partida de futsal, vide o último mundial que o Brasil ganhou, mas não devem ser o único repertório, pois já disse: isso não é futsal, é pelada em piso duro. Quando a mala está do meu lado, sugiro educadamente a variar um pouco da "frescura". Quando é adversária, não entro na pilha. Respondo na bola. Como vai levar um bom tempo pra que eu possa encarar algo com mais "cara de futsal" já que as mulheres que o praticam geralmente têm porte e uma "caixa de ferramentas" pra pôr minha rótula em órbita, terei que me submeter às malas. Talvez, inclusive, no society. Dispensarei a confraternização de "manos" com cerveja após o racha. Não coçarei meu saco imaginário nem cuspirei no chão. Nem farei provocaçõezinhas com tom de Maria Gadú. O esporte em si é o que me interessa, nunca foi um meio de me sentir "macho". Meu foco sempre será mimar a bola, seja em futsal, society, futebol de areia ou de campo.

Aliás, até entre os homens, é preciso e precioso que se "quebre" a disputa de primatas ou de malandros com uma silenciosa delicadeza (usemos "sutileza" caso soe muito gαy para os cøjønudøs) e elegância, que se tornam uma sonora resposta "na bola". Aquela minha geração sui generis podia não dominar muitos conhecimentos de posicionamento e estratégia, mas entendia a necessidade de tratar bem a bola. Não tenho notícias de qualquer uma delas que ande "passando o rodo nas mulé" (gosto de mulher, bastante a propósito, pra agir como adolescente deslumbrado); será que era por isso que perdíamos todos intercolegiais? Brincadeiras à parte (gênero, sexualidade e gosto por futebol são dissociados), sigo as orientações do meu mentor, que testemunhou meu primeiro chute, ainda na barriga da mamãe: "você não é boa em discussões nem em disputas retóricas, mas é primorosa em atos, então siga sua natureza". Na metáfora futebolística, e também literalmente, é o mesmo que dizer que minha melhor resposta sempre virá, elegantemente, na bola.


*tradicional escola católica de elite, que economizava em tudo e tentava arrancar dinheiro de todos, fazendo corar os membros do Vaticaηo que devem excretar em vasos sanitários de ouro


Clara... Clarinha... Clarice.
Hora do mergulho: 21:08.
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!

Por amor às causas perdidas!








mercoledì, novembre 14, 2012
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse" Virginia Woolf


Shiny happy people

- Ficaram bonitos meus aperitivos, né? Pura proteína. Deu até vontade de malhar.
- Por...caria! Acabou o kani e a gente não fotografou pra publicar sobre nossa "noite casual de terça-feira" no Facebook.

Sem problemas, publiquei no blog. :P
A disposição dos aperitivos era assim ó:
_ \ | / _
   / | \
Chiquetão, hein?
Vida social com aperitivos e tal. Bagatela virtual. Rimando mal.


Clara... Clarinha... Clarice.
Hora do mergulho: 13:07.
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!

Por amor às causas perdidas!








lunedì, novembre 05, 2012
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse" Virginia Woolf


Love, won't you, please, please, reign o'er me?


Numa noite da semana que passou, não lembro qual, no mesmo canal do tributo ao Neil Young (Bis, o mesmo Multishow HD), passou um show do The Who. Tive que atender ao telefone e perdi praticamente toda a apresentação. Quando já ia dormir, zapeei os canais e vi, por acaso, que a reprise iria começar (cedo da madrugada graças ao horário de verão). Sonolenta, deitei no chão, fechei os olhos e rezei acompanhando Roger Daltrey. Talvez tenha cochilado um pouco, mas a cada clamor, eu voltava ao nosso rosário. Porque o cara não canta, ele ora. Na onda dos top 5, as melhores do show de 1996, sobre o sagrado álbum Quadrophenia, na ordem em que foram apresentadas. Façamos as preces, em pé, sentados, deitados, de olhos fechados, com as palmas das mãos juntas, cerrando os punhos ou girando o microfone. O único pecado passível de grave punição divina é a genuflexão (I'm getting put down, I'm getting pushed round, I'm being beaten every day. My life's fading, but things are changing, I'm not gonna sit and weep again... My karma tells me you've been screwed again. If you let them do it to you, you've got yourself to blame. It's you who feels the pain, it's you that feels ashamed).












Clara... Clarinha... Clarice.
Hora do mergulho: 20:05.
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!

Por amor às causas perdidas!








venerdì, novembre 02, 2012
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse" Virginia Woolf


How had I made this girl the answer to all the world's problems?

"And I lost it. Kinda lost it all, you know? Faith, dignity, about fifteen pounds. When I came to a few months later, I found to my surprise I had flunked out of school. Started working at a record shop. Some people never got over Vietnam or the night their band opened for Nirvana. I guess I never really got over Charlie. But the thing I learned from the whole Charlie debacle is that you gotta punch your weight. You see, Charlie, she's out of my class. She's too pretty. Too smart. Too witty. Too much. I mean, what am I? I'm a middleweight. Hey, I'm not the smartest guy in the world, but I'm certainly not the dumbest. I mean, I've read books like 'Unbearable Lightness of Being' and 'Love in the Time of Cholera'. And I think I've understood them. They're about girls, right? Just kidding. But I have to say... my all-time favorite book is Johnny Cash's autobiography 'Cash' by Johnny Cash".


"Number three in the top five all-time breakup list? Charlie Nicholson. Sophomore year of college. As soon as I saw her, I realized she was the kind of girl I'd wanted to meet ever since I was old enough to want to meet girls. I mean, she was different. She was dramatic and she was exotic. And she talked a lot and when she talked she said remarkably interesting things about music, books, film and politics. And she talked a lot. And she liked me. She liked ME. She LIKED me. At least I think she did. We went out for two years. And I never got comfortable. Why would a girl, no, a woman, like Charlie go out with me? I felt like a fraud. I felt like one of those people who suddenly shave their heads and said they'd always been punks. I was sure I'd be discovered at any second. And I worried about my abilities as a lover. And I was intimidated by other men in her design department and became convinced she was gonna leave me for one of them. Then she left me for one of them. The dreaded Marco.
(- Charlie! You fucking bitch! Let's work it out! Just open the fucking door, Charlie! Look, let's talk it... Char...)"

(muitas cenas depois)

"- Rob, phone!
- Barry, that fucking pricer's busted, and I'm not the one who broke it.

- Hello.
- Rob? Bonjour. Bonjour.
- Who is this? Is this... is this Charlie?
- Hi. I just got back into town. Wow! Rob Gordon. The Rob Gordon. So how are you doing? Huh? Does it seem like millions of years ago?
- Yeah, yeah. Like a billion, right? So, uh... God, Charlie Nicholson. How are you? I mean, do you have kids and stuff like everybody else?
- No. No, I'm too young, too single. I don't know. Kids are too... time-consuming, I guess, is the expression I'm looking for.

I'm not making this up. This is how she talks as if nobody ever had a conversation about having kids in the history of the world. She's incredible.

- So, anyway, are you in or out, Rob?
- I'm sorry?
- Well, you know. I don't know. I just find these long-lost boyfriend calls a little unnerving. There's been a rash of them recently.
- Is that right?
- Yeah. Oh, remember Marco? I went out with him after you.
- Kind of.
- Kind of, yeah. Well, he called a few months ago. I think he was going through one of those what-does-it-all-mean kind of things. He wanted to see me and 'rehash the past', as they say. God, was I up for that? No. No. So, I don't know, do all men go through that?
- I've never heard of it before. I'm sorry, Charlie, but what does 'Are you in or out' mean?
- Well, it means, are we friends or aren't we? Because if we are, that's great, that's great. But if we're not, I don't really want to spend time playing catch-up on the phone. You know what I mean? I'm just really busy, you know?
- Yeah, yeah. Sure, sure. Of course.
- So, are you in or out, Rob?
- I'm in. I'm in. I'm in.
- Oh, yeah? Great. Do you want to come for a dinner party tomorrow night?

(blablablá)

I can see now that I'm doomed to die a long, slow suffocating death, and I try to figure out why. Of course there's envy. Why isn't my life like this? Sure, I want their money and clothes and jobs and opinions. And I'd like to have advice on jet lag, but that's not it. I mean, they're not bad people, and I'm not a class warrior. It's something else. And then it dawns on me. Charlie's awful. She doesn't listen to anyone. She says terrible and stupid things, and she apparently has no sense of humor at all and talks shit all night long. Maybe she's been like this all along. How did I manage to edit all this out? How had I made this girl the answer to all the world's problems?

- Hey, Charlie.
- Hey, Rob.
- So, Charlie, why'd you dump me for Marco?
- Fuck! I knew it! I knew it! I knew it! Fuck! Fuck! Fuck!
- What?
- You are. You are going through one of those what-does-it-all-mean things. I can't believe you, Rob.
- Yes, I am. Very much. Indeed so.
- Oh, God.
- Come on. Answer the question.
(- Oh, come on, Charlie. Don't hold back. You can say whatever you like. Why'd you dump me for Marco?)
- Marco just seemed to be a bit more... glamorous. You know? More sure of himself. Less hard work. A little... sunnier, sparkier".


Considerações:
- A autobiografia do Johnny Cash deve ser melhor do que muitos clássicos literários. Vou procurar.
- Os Engenheiros do Hawaii abriram um show do Nirvana no Hollywood Rock de 1993. E se não esqueceram os grunges enfurecidos, deviam. Mas, de qualquer forma, acho que já superaram o fato. Licks, abduzido por algum ÓVNI desde os idos dos anos 90, não devia saber, nem à época, quem diabos era Kurt Cobain. Maltz está mais preocupado com espiritualidade e astrologia do que com a extinta banda que tinha Dave Ghrol como baterista. Já Gessinger é um egocêntrico saudável. Twitcam todo mês, noites de autógrafos de livros que nunca li, uma dupla com um colorado depois de 50 formações diferentes dos Engenheiros. Charlie who?
- Charlie IS awful. Narcisista de boa lábia, mas rasa. Ela é a farsa.
- "Sunnier" é meu bumbum branco sob a luz do sol e "sparkier" são minhas nádegas alvas sob lâmpadas ultravioleta, bitch.
- Nick Hornby, autor do livro no qual se baseou o filme, após ver o longa, elogiou sua fidedignidade mesmo com todas as adaptações. Só posso agradecer a Nick, John, D.V., Steve, Scott e Stephen pelas minhas risadas de autoironia e as duas maravilhosas obras das quais, bem, posso fazer um top 5 de trechos que narram momentos da minha vida.


Clara... Clarinha... Clarice.
Hora do mergulho: 20:04.
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!

Por amor às causas perdidas!








SEÑOR FUTURO 
       usted
es la promesa
       que nuestros pasos persiguen
       queriendo sentido y destino
RECORDAR   
Del latín re-cordis,         
volver a pasar          
por el corazón
        




"A impossibilidade de constituir o mundo em unidade evoca aqueles lugares desertos e sem água onde o pensamento chega aos seus limites. O verdadeiro esforço é se sustentar ali na medida do possível e examinar de perto a vegetação barroca de suas regiões afastadas"

Camus




   
   
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